Objetividade e leveza nas informações. Essa foi a tônica da palestra sobre Assédio Moral ministrada, nesta quinta-feira 2, no auditório da Secretaria de Educação, pela ouvidora-geral do Estado de Pernambuco, Karla Júlia Marcelino, especialista e estudiosa do assunto. De acordo ela, hoje o Estado possui uma rede composta por 59 ouvidorias públicas integrada no sistema de ouvidoria e nos procedimentos padronizados, gerando relatórios gerenciais ao Governo do Estado.
“São mais de 40 mil manifestações registradas no sistema, desde 2008, quando foi criada a Ouvidoria Geral do Estado e oficializada a rede”, explicou. Na sua palestra, ela disse, ainda, que existe um projeto pioneiro no Estado, que é a certificação dos ouvidores que compõem a rede de ouvidorias, que deve ocorrer numa parceria através da Secretaria de Administração e a Associação Brasileira de Ouvidoria seccional de Pernambuco. “Este ano, ainda lançaremos uma cartilha sobre assédio moral direcionada ao ambiente de trabalho”. Sobre o público presente ao evento, ela disse que foi de fundamental importância para disseminar preventivamente o tema.
Já ouvidora da SE, Geovanna Prazeres, comentou que a expectativa é de que os resultados sirvam para que os servidores sejam multiplicadores para os próximos eventos. “Esperamos que mais pessoas participem da ação, que traz um tema tão difundido e comentado como o assédio moral. Gostaríamos que todos passem a ter uma maior consciência do trabalho da Ouvidoria e o que ela pode contribuir para a educação”, enfatizou.
Elizama Alves de Lima, servidora da Gerência Regional de Educação de Caruaru, falou que veio unicamente para participar da palestra, que considerou um momento de crescimento e aprendizado para o servidor público. “É muito bom saber que nosso Estado está dando toda essa atenção para nós. Isso nos enche de alegria”.
Zita Passos, da Gerência Administrativa da SE, é de opinião de que a palestrante foi muito feliz em abordar assuntos como a psicanálise e a psicologia mostrando as características do assediador e as consequências emocionais do assediado. Já a servidora Lourivaltida Pires, da Ouvidoria da GRE Metronorte, disse que, para ela que já sofreu assédio moral, assistir tão explicativa apresentação do tema, foi muito gratificante. “Karla Júlia tem uma facilidade surpreendente de falar sobre um assunto tão forte. Parabéns pela sua simplicidade e competência”, elogiou.
Finalizando o encontro, a ouvidora-geral do Estado mostrou através de um vídeo o que caracteriza um assédio moral, que pode ser de chefe para servidor, de colega para colega e também, de um grupo para o chefe. “Ignorar a pessoa no ambiente de trabalho, comentar sobre sua pessoa na frente de outras, são algumas das formas de humilhação. As conseqüências para o assediado, entre as mais leves, são crise de choro, dores generalizadas, insônia, entre outros fatores. As mais greves podem causar aumento da pressão arterial e depressão, o que faz com que a vítima venha a precisar de usar remédio controlado”, concluiu.